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sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

A Segunda Sem Carne não me representa!

Segunda Sem Carne é uma campanha internacional lançada no Brasil em 2009 em parceria com a Sociedade Vegetariana Brasileira e a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente. Ela propõe que, durante todas as segundas-feiras, as pessoas não comam carne.


Ir contra a SSC sempre é polêmico, pois tanto onívoros como vegetarianos e veganos a apoiam como forma de conscientização e incentivo. Acontece que a campanha é extremamente falha e não propaga o veganismo. Em primeiro lugar, eu sempre me incomodei profundamente com o slogan "Pelas pessoas. Pelos animais. Pelo planeta." por duas razões: Por que as pessoas (que também são animais, diga-se de passagem) estão colocadas em primeiro lugar sendo que a SSC deveria ter como prioridade os animais não humanos? E em segundo: Veganismo não é sobre saúde, não é sobre o planeta. Veganismo não é dieta. Veganismo é um movimento que visa a completa abolição animal. Eles não são nossos escravos. E essa é uma das razões pelas quais a campanha não auxilia a causa vegana.

Ela propõe ajudar os animais por meio de reduzir o consumo de carne, limitando as pessoas a consumirem por "apenas" seis dias da semana. Porque aparentemente cortá-la da alimentação durante um dia é o suficiente e as pessoas já estão fazendo a parte delas. Ah, e cortando apenas a carne. Pois a campanha não foca nos outros derivados, ela gira somente em torno do consumo de carne.

Quando eu comecei a conhecer o vegetarianismo e o veganismo eu  acabei lendo sobre a Segunda Sem Carne e achei uma ideia interessante para fazer as pessoas entrarem em contato com a dieta vegetariana, mas conforme eu fui lendo mais sobre o assunto e ganhando experiência e vivência em relação ao veganismo eu finalmente percebi que a campanha é mais um desserviço para os animais do que qualquer outra coisa. Eu entendo que existem pessoas que depois de conhecerem a SSC acabaram por excluir completamente a carne de sua alimentação e, em alguns casos, todos os "alimentos" de origem animal. Mas por mais que esses indivíduos tenham entrado em contato com a campanha, não foi por conta dela que se tornaram vegetarianos, e sim porque decidiram pesquisar sobre o assunto por meio de outras fontes. O que a campanha faz, de maneira geral, é massagear o ego das pessoas fazendo-as acreditar que estão contribuindo de alguma forma para combater a exploração animal, sentindo-se livres para continuar compactuando com ela durante todos os outros dias da semana (inclusive na segunda, pois além de continuarem consumindo derivados, também utilizam produtos testados em animais, roupas de couro e planejam levar a família ao zoológico no fim de semana).

Muita gente se baseia no argumento de que "é um começo". Mas um começo em direção a quê? Se o objetivo da SSC fosse o veganismo, seria isso que ela ofereceria. Sua proposta não é nem sequer relacionada ao vegetarianismo (que consiste em uma dieta baseada em alimentos de origem vegetal, ou seja, sem nenhum tipo de carne ou derivados de animais). Deixar de comer carne não te torna vegetariano, muito menos por apenas um dia da semana. E principalmente: Não ajuda os animais. Lembrando que ser vegetariano não é o bastante para defendê-los.

É verdade que a campanha atrai muita atenção, mas o que é melhor: Uma grande visibilidade para uma proposta falha que não tem um impacto positivo direito em relação aos animais, ou uma campanha eficiente que vise a abolição dos mesmos?

Citando um trecho do site da SVB eu consigo provar para vocês que a campanha não tem o veganismo como meta: "A fim de facilitar a adoção deste hábito, a Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) fornece aqui receitas saborosas, dicas de nutrição, notícias e informações qualificadas a respeito das razões éticas, ambientais e de saúde para passar essa ideia adiante." 
  1. Veganismo não é "hábito".
  2. Veganismo não é sobre a "ética" das pessoas e seus egos inflados, é sobre o direito que os animais não humanos tem de serem livres e respeitados.
  3. Veganismo não é sobre ambientalismo e nem sobre saúde. É sobre os animais.
Vegetarianismo é dieta. Veganismo é consciência e prática em relação aos direitos dos animais.

E como eu disse, nem mesmo o vegetarianismo a campanha favorece. Então qual é o real objetivo? Lucro? Visibilidade? Diminuir o consumo de carne em algumas gramas por pessoa? Ela é muito mais voltada à saúde dos humanos do que aos animais. É uma campanha muito mais midiática e antropocêntrica do que eficiente ou animalista.

Outra prova de que a campanha não tem como prioridade os direitos dos animais é a fala de Paul McCartney, ex Beatle conhecido como um dos maiores representantes da campanha: "Hoje, passar um dia da semana sem carne é a mudança mais importante que cada um pode fazer, pois atinge, de uma só vez, o cerne dos problemas políticos, éticos, ambientais e sociais."

Honestamente, onde entram os animais nisso tudo? E a mudança mais importante que pode ser feita definitivamente não é tentar mascarar o problema, é se tornar vegano. 

Além disso, acho importante ressaltar que discursos sobre "tratar os animais de forma ética" também não condizem de maneira alguma com o veganismo. Tratar escravos bem não faz a escravidão deixar de existir. Nossa luta não é contra os maus tratos de animais, e sim contra a apropriação de seres sencientes para benefício exclusivo dos humanos. A SSC não apoia essa luta.

Sinto muito desapontar os adeptos com o meu posicionamento, mas eu sou assumidamente contra campanhas bem estaristas (que se concentram apenas no """""bem estar""""" - entre mil aspas - dos animais, e não em sua real libertação). Isso quando outras questões ligadas exclusivamente aos humanos não são majoritárias, como é o caso aqui. A Segunda Sem Carne não me representa enquanto vegana e ativista e também não representa os animais

*Só para esclarecer: Não estou criticando as pessoas que estão tentando deixar de comer carne e derivados e as que estão em transição para o veganismo, e sim a abordagem da campanha Segunda Sem Carne.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Invalidação do veganismo

Oi, gente. Eu sei que eu ando realmente muito sumida. Mas esse fim de ano tem sido muito puxado para mim. Eu não sou focada o bastante ao ponto de me fechar no quarto e ficar estudando. Eu tento, mas simplesmente não consigo. Então decidi desligar meu computador da tomada e ficar sem entrar por um tempo, e foi o que eu fiz. Estou indo em plantões que muitas vezes duram dois períodos inteiros sem parar... tem sido bem cansativo. Sem contar que meu namorado veio para Londrina durante uns dias e eu aproveitei para ficar um pouco com ele. Enfim... eu não pretendia entrar no computador hoje, mas um assunto tem martelado demais na minha cabeça e eu resolvi escrever um texto sobre ele: Invalidação do veganismo.

Muita gente vem me perguntar sobre o veganismo, querem saber mais, tirar dúvidas e eu realmente adoro esse retorno. Tenho o maior prazer em tentar ajudar, especialmente quando dá para notar que a pessoa de fato se interessa pela ideologia e pretende se tornar vegana também. O problema é que ao mesmo tempo aparece muita gente mal intencionada, com o intuito de me contestar e deslegitimar a causa. Isso me incomoda demais, principalmente quando eu percebo que esse tipo de pessoa se dá ao trabalho de escrever textos que muitas vezes chegam até em quem está conhecendo o veganismo e em suas pesquisas se depara com esse tipo de "informação". Eu, como feminista, já estou acostumada a ler absurdos tentando achar uma brecha no movimento feminista e anular nossa luta, mas estar acostumada e ter aprendido a lidar com mais calma nessas situações não significa que eu as aceite. A mesma coisa se aplica em relação ao veganismo.

Em primeiro lugar: Se não quer ajudar, não atrapalhe. Se na sua cabeça ser vegano não faz sentido, quer dizer apenas que tu ainda tens muito o que aprender. Mas se não tem vontade, paciência. Agora, sair por aí disseminando ignorância para pessoas que querem pesquisar mais sobre o assunto... daí já é demais para mim. Eu não me conformo.

Sinceramente, não consigo ver de outra forma senão um grupo de pessoas que precisam desesperadamente justificar sua falta de iniciativa e sua preguiça de sair da zona de conforto. Precisam encontrar uma forma de deslegitimar o veganismo, "provar" que ele é incoerente e no fim do dia sentar confortavelmente no sofá comendo um hambúrguer com "a consciência limpa". Patético. A maior parte dessas pessoas usa argumentos como "você diz que é vegano mas faz compras em mercados que vendem carne", "você diz que é vegano mas toma remédios", "você diz que é vegano mas come x coisa que destrói x ambiente e afeta x animal". Gente, vamos ser realistas? Nós querendo ou não, vivemos numa sociedade capitalista. Infelizmente, não tem como, no contexto em que estamos inseridos no momento, reduzirmos a zero o impacto negativo que causamos nos animais. Mas não poder fazer 100% não justifica não fazer nada! É a mesma coisa de dizer "não posso acabar com o racismo, então vou sair por aí sendo racista". Não tem lógica. Dentro do veganismo, nós nos esforçamos ao máximo para evitar de todas as formas possíveis a exploração animal. Conhecem aquela frase famosa (e até clichê), né? "Se é importante para você, você encontrará uma maneira. Se não é, você encontrará uma desculpa". E francamente? Desculpas é o que não faltam.

"Eu gosto do sabor", "não consigo viver sem", "é cultural", "Jesus comia peixe", "não adianta não comer carne mas poluir o ambiente andando de carro",  "já estou velho demais para mudar meus hábitos", e etc.

Acho que, em primeiro lugar, precisamos pensar fora da caixa. Sairmos dessa ilusão de que o mundo gira em torno do nosso umbigo e entender que veganismo não é sobre a nossa saúde. Não é sobre o planeta. É sobre os animais. Mais especificamente sobre abolição animal. Esses tópicos estão relacionados, mas o foco principal não são eles. Mas já que as pessoas não se cansam de entrar nesse mérito, vamos lá: Precisamos cuidar do planeta não só para os animais, mas para nós e nossos descendentes, mas é óbvio que muitas das nossas ações cotidianas vão de alguma forma afetar o meio ambiente, e as vezes nós nem nos damos conta disso. É verdade. Só acho engraçado que o mesmo tipo de pessoa que perde horas do seu dia tentando desmoralizar os veganos nos acusando de hipocrisia, na maioria das vezes não mexe um dedo para ajudar a preservar o planeta.

Sem contar que o gás metano proveniente das vacas (que obviamente são "produzidas"- porque são tratadas literalmente como produtos - em larga escala) é um dos principais fatores que leva ao efeito estufa. Fora a enorme quantidade de água usada para cultivar os alimentos para essas vacas (e outros animais) e depois para transportá-las. Cerca de 1.440 litros da água são usados para você ter 300g de carne suína no seu prato. Ecológico, né? Só que não.

Os grãos usados para a alimentação desses animais, que posteriormente se tornaram "alimento" que só quem tem poder aquisitivo terá acesso, poderiam ser destinados à famílias que passam fome, inclusive. Basicamente, se tu realmente se importa com o planeta, a melhor atitude que tu pode tomar é, com certeza, se tornar vegano.

Se quiserem saber mais sobre isso, assistam esse documentário brasileiro do Instituto Nina Rosa. É muito explicativo, bonitinho (não contém nenhuma cena forte) e curto. Tem apenas 16 minutos.


Outra questão que gostam de abordar é a famosa: "Você tem dó dos animais, mas não das plantas? Plantas também são seres vivos." Sim, as plantas são seres vivos, mas não são seres sencientes como os animais. Elas não sentem dor e medo. Não dá para colocar no mesmo patamar.

Resumidamente, não existe justificativa plausível para compactuar com exploração animal. Não importa o quanto as pessoas queiram se livrar dessa responsabilidade. Nossa luta segue forte independente dos que tentam nos derrubar.

Para todos que acompanham o Like an Elephant e pretendem se tornar veganos: Por favor, não se deixem abalar por pessoas de má fé. Vocês sabem que estão fazendo o que é certo e é isso que importa!


Juntos somos fortes e, aos poucos, vamos construir um mundo melhor. Não desistam. Muita gente vai tentar nos derrubar, mas não podemos deixar que essas pessoas calem nossa voz. Porque a nossa voz é a voz que fala pelos animais. O veganismo cresce a cada dia mais e isso me deixa muito feliz. Nossa luta é válida e necessária! Não deixem que ninguém diga o contrário.

sábado, 20 de setembro de 2014

O que é o veganismo e porque aderir a ele

O Veganismo é um movimento social que visa a abolição animal, ou seja, o fim do uso de animais pelos humanos para alimentação, vestuário, entretenimento, caça, testes, vivissecção, escravidão, etc. Os veganos evitam ao máximo contribuir de qualquer forma com a exploração animal. Nós além de sermos vegetarianos (não nos alimentarmos de nada de origem animal como carne, ovos, mel, derivados do leite, gelatina...), também não compramos produtos testados em animais, roupas e sapatos feitos a partir de tecidos de origem animal (couro, lã, seda...), não apoiamos/frequentamos zoológicos, rodeios, brigas de galo ou de qualquer outro animal, bem como qualquer instituição/parque temático que use animais como forma de entretenimento. Também somos contra a compra e venda de animais e a indústria do pet shop. Além de claro, boicotarmos empresas ligadas a qualquer tipo de exploração animal. 

As pessoas contribuem diretamente com o sofrimento extremo e a morte de milhares de animais e mal se dão conta. A mídia e as grandes empresas fazem questão de mascarar isso muito bem, ao ponto de a gente comprar um pacotinho de bacon cuja o logo é um porco sorridente e mal percebermos a ironia quase cômica nisso, mesmo sendo algo tão óbvio. Falando com base nas minhas experiências pessoais de conversas com pessoas indivíduos que nunca ouviram falar sobre o veganismo (ou nunca se interessaram pelo assunto), eu posso afirmar que 90% delas tem a ideia fantasiosa de que o leite que elas compram vem de uma vaquinha feliz que vive solta em uma fazenda linda e é amiga inseparável do fazendeiro. O mesmo se aplica aos ovos das galinhas e outros produtos de origem animal como a lã e até mesmo a carne. Acontece que mesmo que as coisas funcionassem dessa maneira, já seria exploração. Não há justificativas plausíveis pra nos apropriarmos do que não é nosso por direito. O leite da vaca, por exemplo, não é produzido para nós, humanos. Ele é produzido exclusivamente para o bezerro. Nós somos os únicos mamíferos que mesmo depois de adultos ainda bebem leite. E pior! Leite que nem é da nossa própria espécie.

Mas acontece que não é nem de longe assim que funciona. Já passou do tempo das pessoas abrirem os olhos e se darem conta do que realmente acontece com os animais todos os dias. Para que vocês entendam melhor eu vou fazer pequenos resumos:

Vacas e bezerros: As vacas leiteiras são inseminadas artificialmente durante toda sua vida para se manterem grávidas e produzindo leite. Muitas vezes essas vacas são entulhadas de remédios para produzir cerca de 10 vezes mais leite do que o normal, o que causa muito desconforto e dor. Quando o bezerro nasce, a mãe tem seu leite extraído durante horas por meio de máquinas de sucção que podem causar inflamações e feridas extremamente dolorosas, além da situação traumática de ser separada do filhote logo após o parto. Existem dois fins possíveis para esse filhote: Se for fêmea, terá o mesmo destino da mãe (ser uma vaca leiteira por toda a vida e, quando não servir mais para essa função, ir para o abatedouro), ou... se for macho, se tornará a tão famosa "carne de vitela": O bezerro é mantido praticamente imobilizado e mal alimentado por algumas semanas, vivendo num espaço minúsculo e longe da mãe, depois disso vai direito para o abatedouro. E do abatedouro, para o seu prato.

Ovos: As galinhas são desbicadas sem qualquer tipo de anestesia, pois vivem em gaiolas minúsculas (aproximadamente do tamanho de uma caixa de sapato) com pelo menos mais uma companheira, e se não forem desbicadas é comum se atacarem até a morte. Vivem toda sua vida de forma muito sofrida e em condições extremamente estressantes, apenas com o intuito de botar a maior quantidade de ovos possível até finalmente irem para o abate. Os pintinhos que são descartados, muitas vezes são jogados ainda vivos em um triturador.

Porcos e leitões: As mães porcas são mantidas em espaços imundos e minúsculos, muitas acabam machucadas e se rastejando pelo resto da breve vida. Elas mal tem espaço para amamentar seus filhotes, que são castrados sem qualquer tipo de anestesia e de forma muito cruel. É comum matarem pequenos leitões simplesmente os atirando no chão diversas vezes ou os pisoteando. Existe um grande mercado para a carne de leitão.


Peixes/Frutos do mar: É comum a ideia de que os peixes não são explorados e não sofrem para morrer, mas isso não é verdade. A morte dos peixes é muito agonizante, porque eles morrem por asfixia e esmagamento (no caso de serem pescados em redes). Sem contar que a "pesca esportiva", ou o famoso "vou pescar o peixinho, mas depois eu solto porque tenho dó" são práticas incrivelmente cruéis. Ou você acha que eu enfiar um anzol em você é algo perfeitamente aceitável, contanto que eu te deixe ir embora depois? Não faz sentido.

Não quero que o post fique gigante então resumi bastante (na verdade eu resumi absurdamente, mas é só para dar uma ideia geral. Até porque o buraco é bem mais embaixo... eu só falei da indústria alimentícia, mas animais são torturados em diversos setores). Se quiserem mais informações sobre todo o processo e também sobre outras questões relacionadas como a indústria de compra e venda de animais de estimação, testes em animais, uso de peles e etc, por favor, assistam o vídeo abaixo. É um documentário famoso e muito completo chamado "Terráqueos". Ele é realmente muito bom, mas é bem pesado.



Eu falo mais sobre os testes em animais aqui.

Para finalizar: Ser vegano não é difícil como muitos pensam. Todos os produtos de origem animal, desde os alimentícios até os cosméticos, existem na versão vegana e muitas vezes são bem melhores que os convencionais. Não precisamos colaborar com, literalmente, um genocídio diário de animais para comermos determinada coisa, ou comprar determinado produto. Existe um mar de opções e possibilidades, mas para conhecê-las é preciso abrir os olhos e sair da nossa zona de conforto, deixar o nosso egocentrismo para trás e entender que os animais tem a mesma vontade de viver que nós, e não temos o direito de interferir.

Enfim... esse foi um texto de introdução para vocês entenderem um pouco melhor sobre o veganismo e o motivo de eu seguir essa ideologia e querer dividi-la com vocês. O intuito do blog é compartilhar dicas e opiniões sobre produtos veganos, especialmente os de beleza, higiene, maquiagem e cosméticos em geral. Espero que gostem. Vou trabalhar para o blog ficar bem legal! Até mais. <3


"Os animais do mundo existem para seus próprios propósitos. Não foram feitos para os seres humanos, do mesmo modo que os negros não foram feitos para os brancos, nem as mulheres para os homens" - Alice Walke